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Em ascensão no Brasil, o empreendedorismo feminino é visto como um fator de mudança cultural e comportamental.
A pesquisa internacional “Global Entrepreneurship Monitor” (GEM), parceria do Babson College de Boston (EUA) e da London Business School (Inglaterra) com o apoio da Kauffamam for Entrepreneurial Leadership (EUA), realizada no ano de 2000, pesquisou em 21 países e apontou o Brasil como um dos países mais empreendedores, ganhando dos Estados Unidos, da Austrália, da Alemanha, do Canadá, da França, da Itália e do Japão.
Segundo dados do GEM em 2000, três em cada dez empreendedores eram mulheres. Hoje, a proporção aumentou para cinco. Dos 14 milhões de pessoas que desenvolvem alguma atividade empresarial no país, 6,5 milhões são mulheres. Os dados são do relatório GEM 2003. A taxa de mulheres empreendedoras saltou de 29% em 2000 para 46% em 2003. Segundo a pesquisa, as mulheres empreendem mais por necessidade do que os homens – 42% contra 39%.
As mulheres estão ambiciosas e exigentes nos aspectos financeiros, pessoal e profissional. Várias características foram confirmadas, sejam elas de necessidades, conhecimentos, habilidades ou de valores.
O perfil das mulheres empreendedoras abrange as seguintes características:
Necessidades
- Independência
- Desenvolvimento pessoal
- Segurança
- Auto-realização
- Correr risco calculado
Conhecimentos
- Aspectos técnicos relacionados com o negócio
- Experiência na área comercial
- Experiência em empresas
- Formação complementar
- Vivência em situações novas
Habilidades
- Identificação de novas oportunidades
- Valoração de oportunidades e pensamento criativo
- Comunicação persuasiva
- Negociação
- Aquisição de informações
- Resolução de problemas
- Alcançar metas
- Motivação e decisão
Valores
- Existenciais
- Éticos
- Morais
- Qualidade
Tais características demonstram o potencial das empreendedoras no campo dos negócios. Barreiras de preconceito estão sendo quebradas. A preocupação em se unir para alcançar maiores metas, a diversificação das áreas de atuação e de mercado, a busca de novos conhecimentos através de capacitação e estar sempre antenadas nos acontecimentos são os fatores para alcançar seu maior objetivo, o aumento na renda familiar e melhoria de vida de seus familiares.
As mulheres detêm a maioria das características empreendedoras e suas habilidades são seu maior potencial, atrelado à capacidade de diversificação.
Mesmo com um grande potencial empreendedor, o brasileiro tem que se preparar melhor. Segundo o SEBRAE (2004) a taxa de mortalidade nas empresas brasileiras alcançou em 2000, 59,9%, em 2001, 56,4% e em 2002, 49,4%. O mesmo estudo também constatou que os ex-proprietários das empresas extintas, 63% eram do sexo masculino e as principais razões apontadas para o fechamento das empresas foram: a falta de capital de giro, falta de clientes, problemas financeiros, recessão econômica, falta de crédito bancário e falta de conhecimentos gerenciais.
Fonte: SEBRAE
* Celiane Gonçalves – Nutricionista, com 14 anos de experiência na área de marketing. Possui MBA Executivo em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, Imunologia e Nutrição Clínica na UFPR. É Assessora de Marketing na Nutro Clínica. Atua como conferencista em cursos de Graduação, Pós Graduação (PR, SC, MG e SP) e treinamentos e cursos “in company.
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